Organizar uma viagem de incentivo no Japão ou em Nova Iorque é um sonho — mas com a obrigatoriedade do balanço de carbono e os compromissos de RSE das empresas, como justificar estas deslocações? E será possível conciliar a experiência inesquecível de um evento-corporativo internacional com uma abordagem ambiental séria? Veja as opções e compromissos possíveis.
Pronto para Criar Experiências de Equipa Inesquecíveis?
Descubra como podemos ajudá-lo a planear retiros que as suas equipas vão realmente recordar.
A realidade do balanço de carbono dos eventos-corporativos internacionais
✈️ Números concretos
Um voo Paris-Nova Iorque ida e volta em classe económica emite cerca de 1,7 tonelada de CO₂ por passageiro. Para uma equipa de 30 pessoas, são 51 toneladas — equivalente a 5 anos de condução de um francês médio.
- ✈️ O avião, principal fator — O transporte representa 60-80% da pegada de carbono de um evento-corporativo internacional. É aqui que as decisões têm maior impacto.
- 📊 Balanço de carbono obrigatório — Desde 2023, empresas com mais de 500 colaboradores em França devem incluir viagens de negócios no seu balanço GEE. Os eventos-corporativos estão incluídos.
- 🌱 Compensação de carbono — A compensação (plantação de árvores, projetos certificados Gold Standard) não elimina o problema, mas pode reduzir o impacto líquido.
- 📍 A regra das 2h — Para voos de menos de 2h, o comboio é sempre uma opção e emite 8 a 20 vezes menos. Acima disso, o avião é geralmente inevitável.
As 4 estratégias para equilibrar incentivo e RSE
Estratégia 1: Destinos próximos mas premium
Marraquexe, Istambul, Atenas, Budapeste — estes destinos oferecem uma verdadeira mudança de cenário a 2-3h de voo. A experiência continua memorável, com uma pegada reduzida em 60-70% face a destinos de longo curso.
Estratégia 2: Menos participantes, mais longe
Em vez de um evento-corporativo para 100 pessoas nas Maldivas, considere um incentivo para top performers com 15 pessoas e uma experiência ultra-premium. O impacto total é semelhante, mas a motivação é multiplicada.
Estratégia 3: Compensação certificada + comunicação transparente
Compense através de projetos certificados Gold Standard e comunique de forma transparente à equipa sobre as escolhas e ações de compensação. A transparência é mais credível do que evitar o tema.
Estratégia 4: Programa local + experiência internacional virtual
Evento-corporativo em Portugal com uma conferência de um especialista internacional por videoconferência. Um compromisso entre impacto experiencial e pegada de carbono.
Tabela de decisão: destino conforme o objetivo de RSE

| Ambição RSE | Destinos recomendados | Pegada relativa |
|---|---|---|
| 🔴 Forte (Net Zero) | Comboio: Barcelona, Amesterdão, Londres, Berlim | Muito baixa (comboio) |
| 🟡 Média (redução 50%) | Marraquexe, Istambul, Atenas, Budapeste, Dubrovnik | Moderada (curto curso) |
| 🟠 Ligeira (compensação) | Dubai, Nova Iorque, Tóquio (com compensação certificada) | Elevada + compensada |
| ⚪ Inexistente | Todos os destinos, sem medidas | Elevada não compensada |
❓ Perguntas frequentes
É possível excluir os eventos-corporativos internacionais do balanço GEE da empresa?
Não — as viagens de negócios fazem parte do scope 3 das emissões e devem ser declaradas. Podem ser compensadas, mas não excluídas.
Como escolher um projeto de compensação de carbono credível?
Procure certificações Gold Standard, Verra (VCS) ou Plan Vivo. Evite compensações 'caseiras' sem certificação externa. O preço médio por tonelada de CO₂ certificada: 15-40 €.
Os colaboradores aceitam a mudança para destinos menos distantes?
Segundo um estudo da Skift (2024), 67% dos colaboradores preferem um evento-corporativo eco-responsável a um destino longínquo sem abordagem RSE. A geração Z é especialmente sensível a este tema.
Pronto para organizar o seu próximo retiro?
Descubra como podemos ajudá-lo a criar experiências memoráveis para as suas equipas.
Crie memórias duradouras com a sua equipa em locais inspiradores